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05-01-2010
Alteração Curricular no 3.º Ciclo

 

Menos disciplinas no 3.º ciclo
Sara R. Oliveira| 2010-01-05
A mesma carga horária, mas menos de 13 disciplinas no programa. Ministra da Educação garante que assim haverá "menos dispersão" dos alunos. Associações aguardam por proposta mais concreta.
A alteração deverá entrar em vigor no próximo ano lectivo. O 3.º ciclo do Ensino Básico terá menos disciplinas, mas a mesma carga horária. A garantia partiu da ministra da Educação, Isabel Alçada, na sua primeira audição na Comissão de Educação da Assembleia da República, em Dezembro. O novo currículo ainda não é conhecido, não se sabe quantas e quais as disciplinas que serão suprimidas e que critérios presidirão a essa escolha.

Isabel Alçada já explicou os objectivos desta redução. A governante argumentou que, dessa forma, os estudantes terão mais tempo para se dedicarem a cada disciplina e, nesse sentido, haverá "menos dispersão". O estabelecimento de metas de aprendizagem ano a ano torna-se essencial. A ministra defendeu ainda que é necessário reanalisar a articulação curricular e que os programas devem ser mais claros. Neste momento, a única coisa que o Ministério da Educação adianta é que foi pedida a realização de um estudo sobre a matéria.

A Associação Nacional de Professores (ANP) concorda com a intenção do Ministério, mas alerta para a necessidade de uma análise objectiva sobre a reorganização curricular e a carga horária de cada disciplina. "Enquanto intenção parece-nos bem, mas a forma devia decorrer de uma análise não só com especialistas, mas também com os professores que estão nas escolas. Para não assistirmos a reformas cozinhadas a nível laboratorial e desenquadradas da realidade das escolas", refere João Grancho, presidente da ANP. O responsável defende, portanto, "um trabalho sustentado, até numa lógica de comparação com outros países". A análise da sobrecarga curricular, "se há uma articulação e uma sequencialidade desde o 1.º ao 3.º ciclo", também é, na sua opinião, fundamental.

Há algum tempo que a ANP tem vindo a chamar a atenção para a necessidade de se reflectir sobre a carga horária, a distribuição curricular e os próprios conteúdos. "Tudo isso carece de revisão e não podemos deixar de lado o que é essencial: a organização pedagógica da escola". João Grancho lembra o terreno que se pisa. "Há a percepção, embora não haja estudos científicos, dos alunos mas sobretudo da parte dos professores de que há uma excessiva carga curricular e uma excessiva carga horária."


Ler notícia na íntegra em http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=7803CEAB8EE93686E0400A0AB8002553&opsel=1&channelid=0

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