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Actualidade |
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12-03-2010 |
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Violência ou Convivência |
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Todos sabemos que há problemas de convivência e socialização nas escolas que afectam inevitavelmente, dia após dia, a qualidade da relação entre alunos e professores e entre aqueles e os colegas, alargando-se mesmo a toda a comunidade educativa. Apesar disso resiste-se a reconhecer a gravidade deste problema. Umas vezes nega-se que existe; outras, mantém-se que é um fenómeno isolado, próprio de algumas escolas situadas em contextos sociais desfavorecidos. Com frequência, disfarça-se a natureza da violência escolar empregando, para falar dela, eufemismos e termos politicamente correctos que não conduzem senão a uma maior confusão. É recorrente também responsabilizar a sociedade no seu conjunto. Uma responsabilidade de todos que afinal acaba por não ser de ninguém.
Impõe-se sacudir esta sonolência geral e falar abertamente dessa situação no nosso sistema educativo, apelando à responsabilidade de cada um dos seus componentes; sem alarmismos, mas com objectividade e consequência.
Nesse sentido, a promoção da Convivência Escolar é algo que deve estar presente de forma intencional e sistemática nas nossas escolas e logo a partir da educação pré-escolar. É o melhor caminho para prevenir e combater a violência escolar. Mas a par dessa prevenção impõe-se corrigir os comportamentos que prejudiquem os direitos subjectivos dos membros da comunidade educativa.
Não esqueçamos, porém, que a Escola para levar por diante essa missão carece, para além de recursos humanos especializados – Equipas Multidisciplinares – e materiais, do apoio incondicional de quem a tutela, dos pais e dos demais actores educativos. Sozinha jamais o conseguirá.
E, já agora, que lhe devolvam a importância que lhe subtraíram.
João Grancho |
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O antigo ministro da Educação, Marçal Grilo, no Fórum para a Liberdade de Educação, defendeu que, "correndo todos os riscos", deve ser dada "imediatamente autonomia a todos os agrupamentos" de escolas do ensino básico e secundário.
Público, 14.02.2011 |
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