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Ao longo de quase duas décadas, as Jornadas Pedagógicas de Castelo Branco, têm sido o momento mais significativo da actividade da secção de Castelo Branco da Associação Nacional de Professores (ANP).
Resistiremos, por isso, e uma vez mais, às dificuldades conhecidas, recusando por fim a um projecto cujo único objectivo é o de promover e dignificar o acto educativo, através da reflexão com professores e investigadores de reconhecido mérito.
Este ano, em que se comemoram os 25 anos desta instituição, decidimos homenagear o Professor e investigador universitário Rogério Fernandes. Recentemente falecido, Rogério Fernandes é uma referência incontornável no que respeita aos estudos em História da Educação, e um dos impulsionadores das primeiras reformas do ensino no pós-25 de Abril. Pedagogo, pensador, escritor e cidadão de corpo inteiro, granjeou amigos e admiradores em Portugal e além fronteiras.
Este acto de recordar quem nunca parte, é um valor que a Associação Nacional de Professores promove, tanto mais que se trata de um professor que defendia que a ética se ensinava durante todo o tempo em que permanecíamos na escola, essencialmente por atitudes, sendo inadequado o seu ensino ser transmitido em ínfima «fracção» oficial.
Convidámos professores investigadores de Portugal e Espanha que com ele privaram e de perto o conheceram. Temos, assim, a possibilidade única de apreender a sua obra, a sua forma de pensar e de agir, através de um painel de oradores excelência.
Questionar a sociedade, interrogar a história, (Re)pensar a educação configura o tema geral destas jornadas. Quanto à pertinência da escolha, basta citar o próprio Rogério Fernandes quando preconizava a “defesa de um modelo de professor enquanto profissional não burocrata tal como o definira António Sérgio, reforçando o sentimento do carácter idealista, apostólico, missionário, da sua função”.
António Trigueiros
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