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Secção de Bragança
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09-10-2005
Fórum Europeu em Bragança e Mirandela - Qualificação é prioridade

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O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, considera “uma questão nacional absoluta” o combate ao abandono e insucesso escolares, além de aumentar consideravelmente a qualificação dos portugueses em termos dos ensinos Secundário e do Superior, pois a taxa do País nessa matéria é a mais baixa da União Europeia.

Na sua intervenção no Fórum Europeu da Educação, aquele membro do Governo referiu também que “este é um objectivo que é fundamental em termos de civilização”, pois “as sociedades mais desenvolvidas são-no, porque conseguem escolarizar durante mais tempo e melhor, e por isso, sem abandono e insucesso escolar dos jovens”.

Nesse sentido, considera que a política definida pelo Ministério está ajustada às necessidades nacionais, uma vez que tem dois objectivos fundamentais (mais e melhor educação), os quais passam por evitar que continue a existir “mais de um milhão de portugueses com uma qualificação inferior ao 9º ano de escolaridade”, levando os jovens a obter “melhor qualificação”.

Para Valter Lemos, é necessário “que aquilo que os jovens aprendem nas escolas, seja mais do que aquilo que é, de forma a que os resultados das aprendizagens, medidos através de indicadores, sejam eles o PIB, a prova de aferição, resultados do PISA ou outros”. Relembra por isso a necessidade de melhorar os resultados escolares.

Já acerca dos problemas da rede escolar, adianta que, ao nível do 1º Ciclo, existem mais de 7500 escolas, o que traz problemas ao nível da qualidade pois 2099 dessas escolas  têm menos de 20 alunos, “o que torna quase impossível que os professores possam trabalhar, nas condições que devem trabalhar com os seus alunos para conseguir melhores resultados escolares”.

Quer por isso “racionalizar a rede de forma a que todos os alunos, e todos os professores tenham condições minimamente aceitáveis, para realizar o trabalho educativo ao nível do que a sociedade exige que seja feito”, razão pela qual o Ministério está “a trabalhar com a Associação Nacional de Municípios e as Câmaras Municipais”, de modo a encontrar soluções para a melhoria da rede.

Algumas das medidas já foram anunciadas para o 1º ciclo, as quais se integram em actividades extra-curriculares, como é o caso do Inglês, mas outras estão na calha, como é o caso do desporto escolar como área a desenvolver também no 1º Ciclo, além de aumentar o horário de funcionamento das escolas, pois “não é possível que as escolas fechem às 15h e 30 m, numa sociedade onde se pretende que as mães trabalhem. Temos que organizar a nossa sociedade de forma a permitir que tudo funcione”.

Finalmente, na área da Matemática, onde os níveis, mesmo no 1º Ciclo, estão muito abaixo da média europeia, Valter Lemos considera que ao nível do 1º e 2º Ciclo, (no 3º Ciclo está em estudo), o Ministério irá “fazer acordos entre os vários docentes empenhados nesta área, para que haja mais aproveitamento nas escolas”.

 

 

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