Os novos métodos de ensino, o problema do ensino precário da disciplina, ao nível dos primeiros anos de escolaridade e o que deve ser feito, para mudar a imagem negativa da disciplina, junto dos estudantes, foram alguns dos temas abordados numa conferência, dedicada ao ensino da Matemática.
Maria Meireles
O ensino da Matemática foi alvo de reflexão, durante um encontro promovido pela Associação Nacional de Professores (ANP) que reuniu, no dia 9, na Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral, mais de uma centena de professores, do distrito vila-realense.
Eduarda Castro, professora de Matemática, explicou ao Nosso Jornal, a importância “de fazer com que os professores de Matemática reflictam sobre o ensino da disciplina, sobre o sucesso ou o insucesso que têm tido, ao longo dos anos”.
Relativamente ao insucesso e à impopularidade da Matemática, nas escolas portuguesas, a conferencista sublinhou a necessidade de “inovar”, no ensino das matérias.
“Temos que sair do comodismo. A Sociedade evoluiu, a Matemática evoluiu e, portanto, o método de ensino, de há uns anos, também deve mudar, radicalmente”, defendeu Eduarda Castro.
A mesma responsável, apontou, ainda, como primeiros responsáveis, os próprios professores que “devem ter a noção de que têm que assumir um papel diferente, para que possa haver mudança”.
Outra questão, focada pela docente, prende-se com as bases do ensino da Matemática, já que, segundo Eduarda Castro, “é no pré-escolar que se desenvolvem as primeiras estruturas lógico-matemáticas das crianças”. No entanto, é, também, nessa etapa da aprendizagem, que se encontra o “calcanhar de Aquiles” do ensino da Matemática, em Portugal.
Criticando a “formação e o perfil do professor, para o Pré-Escolar e o Primeiro Ciclo”, a conferencista referiu que “a componente didáctica do ensino da Matemática, muitas vezes, é precária” e defendeu que deveria haver “uma mudança nos currículos dos Cursos de Didáctica da Metemática, nas Escolas e Institutos Politécnicos”.
A professora deixou uma mensagem aos alunos, sublinhando que “a Matemática não é um bicho papão, é uma disciplina muito bonita, de compreensão e não de memorização”.