Preguntar por la identidad del educador,
es plantear el horizonte del sentido de su actividad
Buitrago (2003)
Os investigadores da educação colocam o professor como elemento fulcral na “reforma” do ensino. Surge assim a concepção de que não pode haver melhoria no ensino sem a “reforma” do professor. Reclama-se, portanto, um novo modelo de educador para melhorar a qualidade da educação.
Na actualidade, o contexto educativo português pode ser caracterizado por uma crise dos professores (desmotivação) e pela ineficácia do sistema escolar, em função do desajuste entre professor e sociedade. Ou seja, a ineficácia do sistema escolar para responder aos novos desafios sociais, bem como a desmotivação profissional, deve-se, segundo Marchesi (2000), à inadaptação do professor perante as mudanças sociais. Afirma-se, frequentemente, que os professores são antiquados, identificam-se com um modelo profissional “tradicional”, são responsáveis – e não somente co-responsáveis – pelos fracos indicadores estatísticos que assolam a educação, pelo que se lhes quer atribuir funções de orientador ou assistente social.
Esta fundamentação é insuficiente e radica em pressupostos falsos, porque tende a diluir o essencial: o que é a educação e a prática educativa. Buitrago (2003), caracteriza muito bem a situação quando considera que “… la causa principal de la crisis educativa reside en el ocultamiento de identidad profesional del educador. El problema fundamental al que se enfrenta el discurso educativo es la disolución del horizonte o dimensión más abarcante que da sentido a la práctica educativa. Preguntar por la identidad del educador, es plantear el horizonte del sentido de su actividad”.
Face ao desânimo instalado nos professores, estas jornadas, enquanto espaço de reflexão cultural, potenciará o ressurgir de reflexões e culturas, uma vez que o pensamento do professor está unicamente ao serviço do “universal”.
Tenhamos sempre presente que, para enfrentarmos a tarefa de reconstrução da identidade profissional, temos que assumir o legado inquestionável de que o professor é, antes de tudo, um regenerador de culturas.