A maior parte das dificuldades de aprendizagem e comportamento que os alunos apresentam durante a sua escolaridade implicam, para os professores, um desafio à estratégia educativa. Vezes há, até, que tal desafio implica, ainda, uma alteração tal na planificação da actividade escolar que, para os menos avisados ou alheios à situação escolar, mais parece uma “total perda de tempo”.
No entanto, os resultados que surgem, por vezes, não tão a curto prazo, não relevam do “milagre” mas da paciência e coragem aturadas do professor que põe empenho numa estratégia cientificamente fundamentada e numa experiência largamente reflectida.
O esquecimento, porém, de que a criança (aluno) é um organismo vivo, em contínua mutação e amadurecimento, leva o professor a “desesperar”, por vezes, a ver se tal ou tais conteúdos são aprendidos, quando bastaria esperar algumas semanas ou meses, para que a Natureza cumprisse a sua função. Isto, evidentemente, sem menosprezar o reforço por manter a aprendizagem adquirida. |