Uma vez mais o professor enfrenta um extraordinário desafio: alterar as práticas pedagógicas de modo a preparar melhor os alunos para uma sociedade que se quer do conhecimento.Encarar sem tibiezas esta situação implica profundas transformaçõespessoais e profissionais que importa incentivar até à exaustão face aoimpacto que, hoje, as tecnologias da informação e comunicação têmno progresso das sociedades.
Não é fácil alterar a cultura profissional de muitos anos onde o profes-sor prepara os materiais e transmite conteúdos enquanto o aluno,passivamente, ouve, copia, estuda, etc. A este sistema de ensino,dito tradicional, em que o professor é um mero transmissor de conhe-cimentos, contrapõe-se um novo paradigma em que o professor setransforma num gestor da informação, face à evolução das TIC comespecial realce para a Internet.
Isto não significa que o professor perca importância ou possa sersubstituído pelas tecnologias. Provoca, isso sim, uma alteraçãoconceptual de desenvolvimento da actividade docente, onde aintegração destas portentosas ferramentas no currículo constituem ummeio para o sucesso educativo das novas gerações.
O computador por si só, não é sinónimo de qualidade educativa nemmuito menos garantia de aprendizagem. A chave não está natecnologia, mas sim nas complexas interacções entre o professor, oaluno e os conteúdos.
É neste contexto que estas jornadas, enquanto espaço privilegiado deformação, podem constituir um momento de reflexão importante sobreas aprendizagens, rumo a uma sociedade do conhecimento.
António Trigueiros |