Portugal Diário, 30 de Março de 2006
Mas os casos não param: o PortugalDiário sabe que, recentemente, uma professora em Coimbra e outra no Porto, numa escola em Aldoar, sofreram na pele a intimidação que os alunos sujeitam os docentes. E não fizeram queixa. Além do «medo da retaliação», os professores não querem que a classe mostre ainda mais «fragilidades». Arminda Bragança, da Federação Nacional de Educação (FNE), garante que «a população escolar pode retaliar» e os professores sentem esse receio num dia-a-dia recheado de violência física e psicológica.
É a selva nas escolas
Com os números a aumentar para o dobro, o Gabinete de Segurança do Ministério registou 1.232 ofensas à integridade física. Os números de 2003 já eram preocupantes. 293 professores e 315 funcionários foram vítimas de insultos ou agressões físicas. A violência cresceu mais de 40 por cento, em relação a 2002.
O primeiro caso
Há cerca de 16 anos, o primeiro caso mediatizado aconteceu no Rodrigues de Freitas. O liceu no Porto foi palco de episódio peculiar: um aluno entrou encapuzado numa sala de aula, deu dois murros no professor e saiu. Só muito tempo depois se apurou a identidade do agressor.
Ontem, outra professora recebeu dois murros em plena aula, depois de ter expulsado o aluno por mau comportamento. Mas em pleno século XXI, este caso vem juntar-se a centenas de outros. A docente recebeu assistência hospitalar e o aluno suspenso preventivamente.
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