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Recortes de Imprensa
23-02-2009
João Grancho preocupado com números da Procuradoria- Geral sobre violência escolar

 

Presidente da Linha SOS Professor preocupado com número de inquéritos sobre violência escolar

O presidente da Linha SOS Professor, considerou «preocupante» o facto de a PGR ter aberto quase 140 inquéritos-crimes relacionados com violência escolar. Já o presidente da CONFAP, Albino Almeida, saudou a divulgação destes dados

O presidente da Linha SOS Professor considerou «preocupante» que a Procuradoria-geral da República tenha aberto quase 140 inquéritos-crime sobre casos de violência nas escolas apenas em 2008, a maior parte na região de Lisboa.

Ouvido pela TSF, João Grancho defendeu que estes números devem induzir uma reflexão que se impõe e que tem sido feita há já algum tempo, mas lembrou que não se deve entrar já na «discussão da distribuição de culpas».

«Desde que o Procurador-geral da República insistiu na necessidade de se denunciarem este tipo de situações, naturalmente que eles tenderão a aumentar. Pelo menos, já temos a indicação de que algo já está a ser feito e que as pessoas já não escondem tanto quanto escondiam», acrescentou.

João Grancho desafiou ainda o Observatório da Segurança Escolar a divulgar os dados que dispõe sobre o último ano lectivo, «o que permitiria saber sobre o que estamos a falar e, acima de tudo, recolher a partir daí os indicadores necessários».

Desta forma, diz o presidente da Linha SOS Professor, com a publicação do relatório de situação deste observatório seria possível «às próprias escolas e aos que estão envolvidos neste processo saber em que dimensões devem actuar».

Por seu lado, o presidente da Confederação das Associações de Pais (CONFAP) saudou a divulgação dos dados da Procuradoria-geral e lembrou que desta forma se prova que houve «consequências daquilo que se diz».

Albino Almeida recordou o que defendeu perante Pinto Monteiro em 2008 ao lembrar que as escolas deveriam resolver os problemas de indisciplina no quadro da socialização.

«Mas quando não fosse possível era importante que os crimes fossem denunciados para que os alunos sentissem que a escola era um lugar de respeito, trabalho, disciplina e rigor. Portanto, nesse sentido, é importante também que saibamos quais as consequências destes números», adiantou

Ler e ouvir em http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1152494

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